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Na Rede
Programa Afeto: combatendo a exploração sexual de crianças e adolescentes
Garantir espaços para discutir sexualidade
sob todos os ângulos da questão e multiplicar as informações nas comunidades e na rede social. É o que busca o Programa Afeto de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que até junho deste ano pretende capacitar pelo menos sessenta agentes multiplicadores em três comunidades da cidade de São Paulo que comporão a primeira fase deste programa: Heliopólis, Cidade Tiradentes e Brasilândia.
O objetivo geral do Afeto é atuar no enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes de forma preventiva, discutindo sexualidade, dando elementos para que as próprias vítimas possam se defender em caso de assédio por parte de exploradores e/ou redes facilitadoras e mostrando os recursos disponíveis – no que diz respeito ao acolhimento e a responsabilização – nas diferentes regiões da cidade de São Paulo.
O projeto busca capacitar agentes comunitários, jovens multiplicadores, agentes de saúde, conselheiros tutelares, educadores, oficineiros e professores para reconhecer o fenômeno da exploração sexual de crianças e adolescentes (ESCCA) e orientar sobre como agir no caso de identificação do problema, visando à proteção da criança e do adolescente e a responsabilização do agressor.
Os agentes formais - tais como conselheiros tutelares, professores, diretores de escolas, agentes de habitação e saúde – deverão, após a capacitação, empregar os conhecimentos adquiridos em suas atividades diárias, enquanto os jovens educadores, monitores e oficineiros deverão multiplicar os conhecimentos em seus próprios projetos envolvendo crianças e adolescentes. A estimativa é que a difusão das informações, através destes agentes multiplicadores, atinja 300 adolescentes.
A capacitação, que teve início em dezembro de 2006, conta com a atuação de profissionais com ampla experiência na temática. O Camará participa do projeto representado por três educadores - Elizabete Borges Novaes, Lumena Celi Teixira, João Carlos G. da Franca - e a jovem monitora Vanessa Alves da Silva., que realizam atividades semanais teóricas e práticas, nos grupos de Heliopólis e Cidade Tiradentes, totalizando entre estes dois grupos 40 integrantes. A capacitação também conta com a participação da psicóloga Elizabeth Gonçalves, da Ong GTPOS – Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual – SP.
Até o momento foram trabalhados os seguintes temas: levantamento da rede de atendimento da região, referências para compreensão da VSCCA, conceitos sobre cultura e diversidade cultural, processo de socialização, sujeito sócio-histórico, produção social da violência sexual, questões étnicas, questões de gênero, sexualidade-subjetividade-cidadania, fases do desenvolvimento da sexualidade, corpo humano (erótico, reprodutivo, auto-estima, identidade) e gravidez na adolescência.
"Uma das questões mais importantes que percebo neste projeto são as discussões e reflexões sobre os diferentes olhares que existem em relação à sexualidade, a infância e a adolescência, principalmente quando a criança ou o adolescente estão envolvidos com exploração sexual. A troca de experiências, a identificação de concepções e ações que promovam o enfrentamento da violência são fundamentais para nos aperfeiçoarmos nesta temática. Para o Camará, é uma oportunidade rica para conhecer realidades distintas, entendendo como a adolescência, a infância e a juventude são percebidas e vividas nestas comunidades de São Paulo", relata a psicóloga e educadora Elizabete Borges Novaes .
O projeto Afeto é realizado pelo Instituto Brasileiro de Administração Pública - IBAP em parceria com a Agência de Cooperação Social – Farol.
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